A greve da educação estadual em Alagoas: um enfrentamento necessário com o atual governo




No dia 07 de novembro, em uma quarta-feira, a assembleia dos professores da rede estadual decidiu greve para a partir do dia 13, em uma resposta clara e necessária ao descaso do atual governador do estado, Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL), cujo governo tem representado enorme descompromisso para com a educação básica no Estado.

A falta de resposta do governo estadual em relação ao Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) unificado para todos os funcionários da educação e a insatisfação com a negligência do governador, levou a categoria a decretar a greve por tempo indeterminado. O secretário da Educação e Esporte do Estado, Adriano Soares, declarou nas redes sociais ficar “surpreso”, e entrou com uma ação contra a decisão da categoria, com a tentativa de classificar a greve como ilegal.Com o argumento de que a greve é ilegítima por “prejudicar o ano letivo dos alunos”, o governo chantageia a categoria a não aderir a greve. Outra forma de coagir os professores é ameaçando os que aderirem a greve a não receber o rateio, que é uma bonificação de fim de ano que possui verbas do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), previsto para dezembro.

Esse “rateio” não diz respeito ao PCCS unificado, que é a reivindicação histórica da categoria, em especial em relação aos aposentados. Os professores também reivindicam reajuste retroativo para os funcionários do setor administrativo, além do PCCS para ativos e aposentados. Em meio a paralisação, estudantes organizaram mobilizações de apoio à greve, reconhecendo o papel nefasto do governo do Estado para com a categoria. A situação da educação estadual é de inteira responsabilidade do Governador Teotônio Vilela, cujo partido, o PSDB, representa todo um histórico de descaso com a educação pública. A educação básica até hoje sofre com a vinda de pouquíssimas verbas, sinônimo da falta de planejamento na aplicação dos recursos para a educação pública.

Nós do PSTU- AL, prestamos total apoio à greve dos professores. Entendemos que é mais do que pertinente um movimento que seja vitorioso em suas pautas, e que responda com a mobilização permanente dos professores. Sendo portanto unificado com todos os setores que estejam dispostos a enfrentar o projeto de Téo Vilela e seu partido, o PSDB, para a educação em Alagoas. É necessário exigir que a atual gestão do SINTEAL leve essas mobilizações à uma vitória significativa para o movimento, assim como conquistas para toda a categoria. É apostando na discussão com todos os trabalhadores e nos atos de rua que conseguiremos as vitórias necessárias, para além da via da negociação com o governo, que apesar de ter sentado com os professores, ainda continua com ações desmobilizadoras, como por exemplo decretar a greve ilegal.

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