Nota do PSTU sobre a Greve da UNEAL - Quatro meses de greve e de luto

Durante os últimos quatro meses os campi da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL) estão paralisados. Estes meses foram marcados por uma movimentação que colocou em questão a política do atual governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) para a educação. Política esta de descaso com as pautas das categorias dos docentes, técnicos e estudantes; que desde o ano de 2007 estão tramitadas, porém sem a resposta do governo, que se recusa a atender as reivindicações, utilizando a Lei de Responsabilidade Fiscal como argumento.

A realização de concurso público e reforma de alguns campi - como o Campus I, cuja obra de reconstrução vai completar um ano de atraso em abril - bem como o Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCC´s) também é parte integrante das exigências do movimento “Luto pela UNEAL”, que ficou recebeu este nome como uma forma de denúncia ao atual governo estadual.

Nos últimos anos, a UNEAL só realizou concurso para professor substituto, que é mais uma da razão da greve, que foi decretada em novembro de 2012. A falta de Restaurante Universitário (RU) no campus também é reivindicação do movimento, que luta por uma assistência estudantil de qualidade, assim como a ampliação das condições de ensino, pesquisa e extensão para os estudantes da universidade.

A precarização dos campi da UNEAL é de inteira responsabilidade do governo do Estado, que além de não aceitar as reivindicações da categoria, se recusa a discutir um prazo para a realização das exigências do movimento. Além disso, o governo encabeçado por Teotônio Vilela Filho (PSDB) foi personagem de um lamentável episódio, onde tentou jogar o movimento que luta pela UNEAL contra os professores da educação básica da rede estadual no final do ano passado, argumentando, através do atual secretário de educação Adriano Soares, que a greve dos professores iria prejudicar a verba destinada à universidade.

A situação da UNEAL não se diferencia da educação básica, que teve mais um pedido de prolongamento do Estado de Urgência e Emergência Administrativa na Secretaria de Educação; fato que atrasa mais uma vez a entrega das escolas que estão em reforma (são pelo menos 19 escolas e milhares de alunos sem aula).

Descaso e sucateamento é a política do governador Téo Vilela e do PSDB com a educação. Nós do PSTU declaramos total solidariedade ao movimento “Luto pela UNEAL”, exigindo o cumprimento imediato das pautas dos docentes, técnicos e estudantes, bem como a reabertura das negociações, que estão atualmente paradas. A mobilização do movimento grevista, para além da via de negociação com o governo, precisa trazer vitórias para as três categorias. Além da unificação com os professores da educação básica, e a todos os que dizem não a política de desmonte da educação em Alagoas.

3 comentários:

  1. Muito legal o apoio de vocês do PSTU, mas só em declaração não adianta muita coisa, se somem ao movimento, participem de futuros atos. Pois só assim conseguiremos de fato vencer esse desgovernador que quer destruir Alagoas.

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  2. Parabéns pela iniciativa. A sociedade civil organizada precisa, em Alagoas, exigir do poder público respeito as Instituições.O (des)governo Teo Vilela visa destruir a educação em todos os níveis e, a destruição do ensino superior público parece ser a alternativa encontrada para manter a população alagoana distante de um ensino de qualidade.

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  3. Parabenizo o apoio dado pelos comapnheiros do PSTU. Só o fato de ter se preocupado em escrever essa matéria, já é alguma coisa. Tomara que outros partidos tenham também essas atitude.

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