O Rap Feminino e a Luta Contra o Machismo



A violência machista mata!

"Me bateu novamente, mas dessa vez não parou;
Vários socos na barriga, lá se vai a esperança;
O sangue escorre no chão, perdi a minha criança;
Aquele monstro que um dia prometeu me amar;
Parecia incontrolável eu não pude evitar;
Talvez se eu tivesse o denunciado;
Talvez se eu tivesse o deixado de lado."
Atitude Feminina - Rosas



A tão conhecida música 'Rosas' do Atitude Feminina descreve muito bem a situação da violência machista sofrida por uma mulher brasileira. Os dados dessa violência são de fazer tremer de medo. Em Alagoas, uma mulher morre a cada 3 dias e somando todos os estados do país chegam aos terríveis 12 assassinatos diários. No Brasil, a cada 2 minutos 5 mulheres são espancadas. Dessas mulheres, 43,4% dos agressores são seus próprios parceiros ou ex-parceiros. E os locais dessas agressões, pasmem, são a sua própria residência em 72% dos casos.

Uma solução imediata para diminuir essa onda de violência seria a Lei Maria da Penha. Mas infelizmente a primeira presidenta, que deveria representar as mulheres, não se preocupa em investir dinheiro nisso. Apenas 0,003% dos nossos impostos são investidos no combate à violência contra a mulher. Enquanto que 47% deles a Dilma bota nos bolsos dos banqueiros pagando dívidas mentirosas. É um absurdo! Uma consequência disso é que em Alagoas possuímos apenas três delegacias da mulher (duas em Maceió e outra em Arapiraca) e uma única casa abrigo (municipal) tendo apenas 20 vagas para as mulheres violentadas.

O PSTU defende mais investimentos e a ampliação da Lei Maria da Penha!


Sexualidade e gravidez precoce






"Eu tinha treze anos [...]
Eu uma idiota inocente [...]
Eu joguei fora a minha adolescência [...]
Eu sou a mãe do seu filho
Que você nem viu crescer
Nunca se quer deu valor
Nunca se quer quis saber"
Visão de Rua - Marcas da adolescência





O machismo nos ensina que entender a sexualidade é coisa apenas para os homens. As mulheres são educadas a ter um único homem na vida toda. Os homens são educados a serem “garanhões”. Enquanto o machismo educa sexualmente os garotos através das histórias do pai, do avô e da pornografia, as garotas são educadas a varrer, lavar, cozinhar e esperar alguém que vai “salvá-las”. A educação sexual nas escolas é quase inexistente. A repreensão e o olhar de cara feia das famílias quando a jovem se utiliza de anticoncepcionais é constante. E ainda pra piorar tudo vários homens não se preocupam e se recusam a usar camisinha.
 
O resultado disso tudo é justamente o que Dina Di (Visão de Rua) retrata em sua música 'Marcas da adolescência'. Toda jovem da periferia tem alguma amiga, parente ou é ela própria que engravidou inesperadamente. Hoje no Brasil, entre as mulheres de 15 e 17 anos, 7,1% já tem filhos. Das mulheres de 15 entre 24 anos, apenas 51,4% utilizam algum método contraceptivo. Ao se surpreenderem com a gravidez, a maioria das mulheres que se dedicam aos cuidados de seu filho acabam abandonando os estudos e dependendo financeiramente de terceiros, pelo menos nos primeiros anos da criança.

É preciso acabar com essa educação sexual machista! As mulheres devem ter conhecimento e poder decidir sobre o próprio corpo! Chega de gravidez precoce!

Feminismo não é o contrário do machismo!

Ao contrário do que muitos pensam, ser feminista é nada mais nada menos que exigir igualdade entre homens e mulheres. Já o machismo é subjugar, explorar e inferiorizar uma mulher. Os capitalistas utilizam do machismo para extrair ainda mais lucro da classe trabalhadora, pois uma mulher recebe 30% a menos que um homem. E ainda divide a nossa luta contra o sistema, pois coloca as mulheres e homens como inimigos ao invés de aliados.

É preciso que homens e mulheres sejam feministas, para unir todos os explorados e oprimidos numa única luta contra o sistema capitalista!



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