Dia do Trabalhador


Em maio de 1886, em Chicago, nos Estados Unidos, vários trabalhadores foram às ruas para reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias. Essas manifestações foram duramente reprimidas pela polícia, o que acabou acarretando na morte de vários trabalhadores. Assim, desde 1889, como forma de homenagear estes trabalhadores e tantos outros, no dia 1° de Maio se comemora o dia Internacional do Trabalhador.

Mas o que comemorar?

Com a intensificação da crise econômica mundial, a classe trabalhadora, em todo mundo, sofre ataques dos patrões e dos governos. Na Grécia, nas vésperas do dia do trabalhador, foi anunciado mais uma onda de demissões: 15 mil funcionários públicos perderão o emprego. E no restante da Europa não é diferente. Os planos de austeridade são os responsáveis por mais de 6 milhões de desempregados na Espanha (25,6%da população ativa). A situação se repete em Portugal e na Itália.

A presidente Dilma (PT), usando o discurso da crise econômica mundial, tenta impor, no Brasil, mais ataques aos direitos dos trabalhadores com as reformas trabalhistas e da previdência. A nova reforma da presidência usa do mecanismo 85/95, onde para se aposentar os trabalhadores teriam que somar a idade mais o tempo de serviço e resultar no 85/95, mulheres e homens respectivamente. Em um país onde os jovens começam a trabalhar com carteira assinada com mais de 25 anos, aprovar essa lei é confirmar que iremos trabalhar até morrer, ou morrer de tanto trabalhar.

Ao invés de atacar os trabalhadores, o governo deveria anular a aprovação da reforma da previdência de 2003, que foi aprovada por conta da compra de votos no Congresso Nacional, fato comprovado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento dos “mensaleiros”.

A reforma trabalhista prevê a aprovação do Acordo Coletivo Especial (ACE), regra que libera as empresas de cumprirem as leis trabalhistas e coloca os Acordos Coletivos acima da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A proposta ainda conta com o apoio das centrais governistas, como a direção da CUT. Mas já é forte a oposição a essa reforma. Em Brasília, no dia 24 de abril, diversas organizações, entre elas a CSP-Conlutas, realizaram uma marcha com mais de 25 mil pessoas contrários ao ACE, um dos maiores atos dos últimos dez anos.

Em Alagoas a luta é contra os governos do PSDB e os Usineiros

O PSDB governa Alagoas há sete anos. Esses anos foram todos dedicados aos usineiros, através da política de desoneração das usinas. Em números concretos: em 2007, o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) recolhido foi de R$ 60,3 milhões e em 2010 de apenas R$ 44,6 milhões, ou seja, uma queda de 25%. Para um estado pobre, é inadmissível tal privilegio, pois representará menos serviço público para o estado.

A política do governador Téo foi apoiada por Lula, que chegou a afirmar que os usineiros eram heróis do povo brasileiro, e agora pela presidente Dilma que já destinou meio bilhão de reais no Plano Brasil Mais Seguro, que não cumpriu nenhum efeito na política de combate a violência e que na verdade serve como nova forma de exterminar a juventude negra. É inaceitável a posição do governo federal porque os usineiros são os responsáveis históricos pelo desastre dos índices sociais e pela situação de miséria do estado de Alagoas.

Queremos marchar e comemorar o 1° de Maio com os trabalhadores! O ato unificado em Alagoas terá a concentração no Posto 7 (Praia da Jatiúca), às 9 horas.

- Por uma Política Econômica para os trabalhadores.

- Nenhum incentivo fiscal para salvar os usineiros! Que as terras das propriedades falidas sejam destinadas à reforma agrária.

- Contra os ataques aos trabalhadores! Não ao ACE e à reforma da previdência!

- Todo apoio às lutas dos trabalhadores europeus contra os planos de austeridade!

Nenhum comentário:

Postar um comentário