É hora de unificar as lutas em defesa da educação pública em Alagoas

 
Andando pelas escolas públicas estaduais não é difícil perceber a situação em que a educação se encontra. São reformas inacabadas, com salas superlotadas e estrutura precária. Até sem muita atenção dá para perceber as salas com acústica mal projetada; bebedouros sem funcionar; a falta de funcionários, de professores, de merenda (na maioria das escolas) etc.
 
Esses fatos acontecem pela não priorização da educação pública por parte dos governos estaduais e também por parte das políticas educacionais do atual governo federal (petista). A necessidade de lucro do capitalismo e a reestruturação produtiva vão forçar a precarização da escola pública como forma de justificar o ensino privado. Dessa forma a educação passa a ser cada vez mais mercantilizada no Brasil.
 
Os 10 % do PIB Nacional para a educação é uma bandeira histórica dos movimentos sociais, que foi aprovada na Conferência Nacional de Educação (CONAE), realizada no ano de 1997. Porém, até hoje não foi implementado com a desculpa de que falta dinheiro. O ex-presidente Lula afirmou que exigir 10% do PIB para a educação é irresponsabilidade, mas é o mesmo governo há dez anos destina mais de 40% do orçamento para pagamento da dívida externa.
 
Assim temos 10 anos de presidência do PT e não vimos a melhora na qualidade do ensino e da educação em seu sentido global. Pelo contrário, vimos a discussão de um novo Plano Nacional de Educação (PNE), realizado a cada dez anos, que na prática é um retrocesso para as reivindicações históricas da classe trabalhadora, pois só garante os 10% para o ano de 2023. Não podemos nós calar, pois os ataques seguem.
 
O ataque que mais chama a atenção é a questão da monitoria no estado de Alagoas. Há aproximadamente 15 anos os governadores estaduais utilizam dessa mão-de-obra barata. O atual governador Téo Vilela (PSDB) usa esse modelo de contrato justificando a falta de recurso e pela Lei de Responsabilidade Fiscal, para não realizar concurso público e dessa forma não preencher o grande déficit de professores na rede estadual.
 
O argumento é sempre da falta de dinheiro, mas o governo mais uma vez quer desonerar do pagamento de impostos os senhores de engenho do século XXI, os usineiros que são os responsáveis históricos pelo desastre dos índices sociais e a situação de miséria do estado. Não aceitaremos mais nenhum incentivo fiscal para salvar usineiro; que as terras, que as propriedades falidas sejam destinadas a reforma agrária.
 
O governo tem que repassar o aumento real do salário do funcionalismo, implementar um Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) que realmente valorize o servidor. Os professores e a educação pública precisam ser tratados como prioridade, por isso exigimos a imediata demissão do Secretário de Educação, Adriano Soares, que em entrevistas recentes deixou claro que não respeita os professores e nem a educação pública.
 
Por isso, nós do PSTU chamamos toda a classe trabalhadora alagoana a construir a jornada de lutas em defesa de Alagoas. Entendemos que, com todas as discordâncias que possamos ter com a atual gestão do SINTEAL, dentre as quais o apoio da direção ao PNE do Governo Dilma, vemos a necessidade de unificar todas as energias dos movimentos sociais para derrotar o projeto do PSDB para a educação em Alagoas.
 
Pela aprovação dos 10% do PIB já para a educação pública já! Não ao Novo PNE do Governo Dilma!
Pela realização imediata de concurso público para a rede estadual!
Pelo PCCS que valorize os trabalhadores da educação (professores e funcionários de escola)! Piso Salarial nacional já!
Que o SINTEAL se pronuncie contra a falta de direitos de organização e trabalhistas dos professores monitores.

Nenhum comentário:

Postar um comentário