Quebrem o balcão de negócios da burguesia - Declaração política da Juventude do PSTU em apoio ao movimento “Quebre o Balcão”

Nivaldo Ferreira – Militante do PSTU/AL
A situação dos artistas independentes no Brasil não é fácil, e em Alagoas está ainda pior. Enquanto a iniciativa privada banca uma arte cujos fins são meramente comerciais, os artistas independentes sofrem com o descaso do Estado. E quando a verba é investida na cultura, os artistas da terra são desprivilegiados. O resultado disso é cada vez mais dificuldade de se fazer uma arte independente e popular.

A arte deve ser livre de qualquer amarra financeira, como dizia Trotsky e André Breton: “todas as licenças em arte”, contra as formas de arte impostas pelo sistema capitalista. O ser humano precisa de cultura em todos os momentos da sua vida, do seu nascimento até o fim da sua existência. Porém, ainda há muito que se fazer e lutar para que a população tenha acesso a uma cultura de qualidade.

Diante deste descaso e dificuldades, surge o movimento “Quebre o Balcão”, que luta por uma política cultural democrática em Alagoas. E nós do PSTU apoiamos este movimento, por acreditarmos que é importante a luta por uma cultura popular e humanista.

Acreditamos para que seja possível democratizar a comunicação o é necessário que haja investimento na área por parte do governo Federal e do Estado. No caso de Alagoas,  é preciso que haja um desligamento dos setores que vivem às custas do povo alagoano. Não é de hoje que o governo de Alagoas estabelece conchavos com o setor sucroalcooleiro em troca de subsídios ou isenções fiscais. Desta forma mais de R$ 60 milhões por ano deixam de ser arrecadados no estado, devido ao decreto assinado pelo governador Teotônio Vilela Filho (PSDB).

Esse panorama é na verdade um dilema nacional. Hoje apenas 2% do PIB nacional são investidos na cultura. Assim, o governo Dilma ajuda a manter grande parte da população excluída de uma agenda cultural democrática e de qualidade. Enquanto se investe tão pouco em cultura, o governo do PT entrega mais de 40% do orçamento da União para o pagamento da dívida externa.

Na Europa e no Norte da África o povo tem ido às ruas contra os ataques do governo e para derrubar ditaduras sanguinárias. Acreditamos que a resposta para os ataques do governo é a mobilização popular. Que em alagoas não se faça diferente, que se “Quebre o Balcão” da burocracia estatal que emperra as vias da democratização da cultura.

O partido socialista dos trabalhadores unificados apoia o movimento “Quebre o Balcão”.

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