Organizar os trabalhadores e os movimentos sociais: Às ruas aqueles que lutam

Assinam: Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e 
Partido Comunista Brasileiro (PCB)

Foi mais um belo dia na luta pela redução das passagens. No terceiro ato em Maceió (20/06), foram às ruas mais de 20 mil pessoas, mostrando que existem vozes contrárias às políticas do governo. Téo Vilela e Dilma Roussef foram lembrados a todo o momento; nas principais figuras que comandam o Brasil e Alagoas reside a maior parte da indignação. Seja por conta dos exorbitantes gastos com a copa do mundo e a falta do mesmo “padrão FIFA” na saúde, educação e moradia, seja porque é em Alagoas onde estão os piores índices sociais e maiores índices de violência - já são mais de 1000 mortos em 2013.

A essa indignação também se insere o enfrentamento ao controle do estado pelos usineiros e empresários, ou seja, a indignação social tem como base todos os setores da sociedade, já que todos sofrem nas mãos desses governantes. Assim, é de se esperar que teríamos uma manifestação plural, ampla e democrática. Infelizmente essa não foi a realidade.

Diferente de várias manifestações que aconteceram em grande parte do país, a manifestação em Alagoas contou com as bandeiras de diversos partidos políticos, sindicatos, centrais sindicais e movimentos sociais. Marchamos em conjunto com todos e, apesar de um pequeno grupo começar a nos provocar jogando latas de cerveja, marchamos e seguimos em frente. No final do ato este grupo investiu contra os manifestantes e tentaram baixar as bandeiras vermelhas, principalmente as que eram seguradas pelas mulheres. Fincamos as bandeiras e como forma de proteção nos retiramos do ato.

Entendemos o sentimento antipartidário, causado pela experiência do povo com os dois partidos que governam o país há quase 20 anos, PSDB e PT. Contudo, esse sentimento é aflorado pela mídia, pelas organizações fascistas e pela direita, voltando-se inclusive contra a esquerda socialista, como o PSTU e o PCB, colocados na vala comum dos demais partidos. Vimos nos atos nacionais do dia 20 de junho que várias organizações foram agredidas, tendo militantes gravemente feridos; no Rio de Janeiro grupos minoritários da direita e nazifascistas agrediram militantes do PSTU.

Não podemos deixar esse sentimento aflorar e muito menos devemos deixar as ruas serem ocupadas pelos fascistas. Devemos inserir as demandas dos movimentos sociais e dos trabalhadores nas manifestações, devemos gritar que não é apenas por 0,55 centavos, mas também pela: redução da jornada de trabalho, estatização dos transportes públicos, pelo passe livre para estudantes e desempregados, pela reforma agrária e urbana, aumentos de salários, 10% PIB para educação publica já, 2% do PIB para o transporte público, 6% do PIB para a saúde pública, pela suspensão dos leilões do petróleo! Petrobrás 100% estatal. Além das pautas regionais: concurso público para educação e saúde, fim da dupla função motorista – cobrador, fim das isenções fiscais aos usineiros, por uma política cultural democrática em Alagoas.

Chamamos todas as organizações e movimentos sociais de esquerda, além dos ativistas e militantes, junto com os trabalhadores, para que se insiram nos atos junto com suas bandeiras e suas demandas. Devemos construir uma ampla unidade para enfrentar o governo, os fascistas e a direita.


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