PSTU debate a violência em Alagoas

No dia em que Alagoas completou 1000 homicídios nos seis primeiros meses de 2013, o PSTU/AL convidou o PSOL e o PCB para debater “O programa da esquerda para a violência em Alagoas”. A mesa aconteceu na última sexta-feira (14), no Sindipetro AL/SE, no Centro de Maceió, e contou com a presença de cerca de 50 pessoas. Compuseram a mesa Wibsson Ribeiro, pelo PSTU; Golbery Lessa, pelo PCB e Mário Agra, pelo PSOL. O deputado Judson Cabral, do PT, foi convidado, mas não deu resposta à organização do evento.
 
Wibsson apresentou os índices de Alagoas, que traz em si as piores características do capitalismo. Índices esses que deixam o estado, extremamente ligado aos usineiros, em um verdadeiro caos social. Não há investimento em educação, saúde e segurança pública. O plano, do governo federal, “Brasil Mais Seguro”, teve Alagoas como pioneira; porém o que vimos foi um aumento da repressão. “Tudo aqui é muito aquém, no que diz respeito aos direitos sociais. As opressões são latentes em todos os cantos do nosso estado”, afirmou.
 
O representante do PCB, professor Golbery Lessa, parabenizou a iniciativa do PSTU, em tempo que destacou que a esquerda precisa de mais espaço como estes, que consigam apresentar propostas concretas para a classe trabalhadora. “A violência atinge seu apogeu no homicídio, mas é preciso combater todas as formas de violência que a população do nosso estado enfrenta”.
 
Mário Agra, do PSOL, enfatizou o quão violento é o sistema capitalista. “Este sistema está fadado à violência. O debate tem que ser maior do que o da repressão”.
 
No final das explanações, foi aberto espaço para que os presentes se pronunciassem. Tivemos falas sobre a necessidade de um debate sobre descriminalização das drogas, para desta forma acabar com o tráfico. Laís Gois, do Movimento Mulheres em Luta (MML), falou ainda da violência contra as mulheres, em especial as pobres e negras. “Alagoas é o estado que mais mata mulheres. É preciso uma política especial para este caso”, destacou.
 
Para nós do PSTU, para combater a violência é preciso explicar pacientemente que a violência é fruto do capitalismo e das desigualdades sociais a que está submetida à classe trabalhadora e os negros do Estado. Além de apresentar um programa revolucionário para a questão da violência que inclua: o fim da PM, construção de uma nova polícia eleita pela população com mandatos revogáveis; outra política de drogas, defendendo a sua completa descriminalização sob controle estatal.
 



Mais fotos do evento em http://migre.me/f3Jeq

 

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