ADRIANO SOARES NÃO DEIXARÁ SAUDADES!

O Brasil viveu, no último dia 11 de julho, o Dia Nacional de Greves, Paralisações e Manifestações de Rua. O Brasil parou! Atos puxados pelas centrais sindicais aconteceram em diversos estados, com uma forte presença da CSP- Conlutas. Em Maceió não foi diferente. Tivemos diversas paralisações, incluindo a da Braskem e a do Porto, e um grande ato, que saiu da Praça Centenário.

No mesmo dia, o até então secretário de Educação do Estado de Alagoas, Adriano Soares, publicou em seu perfil pessoal no Facebook um vídeo onde sugeria que os manifestantes deste dia “tomassem no c...”. Adriano rapidamente apagou a postagem, e tentou se “desculpar” pelo comentário infeliz, porém, já era tarde. As inúmeras críticas a essa atitude nas redes sociais tiveram tamanha repercussão que ele se viu obrigado a pedir ao atual governador Teotônio Vilela (PSDB-AL) demissão do seu cargo, com a alegação de que “já brigou muito pela Educação em Alagoas”.

O TOM DE DEBOCHE COM OS TRABALHADORES E SUAS ORGANIZAÇÕES

Além de ser um escancarado deboche e um ataque aos que lutam contra o governo Téo Vilela (PSDB), a postagem do ex-secretário Adriano é uma amostra da truculência com que ele tratava os movimentos sociais desde o início de sua gestão, em 2011. Essa postura de desrespeito, que possui um conteúdo de natureza homofóbica, não surpreende ao vir do secretário que se recusou a receber os professores do estado e acionou o BOPE para reprimir os trabalhadores da educação e seu sindicato.

Os professores da rede estadual até hoje reivindicam suas bandeiras, como a luta por melhores condições de trabalho e um Plano de Cargos e Salários (PCCS) que contemple os anseios da categoria, além do cumprimento do Piso Salarial Nacional. Também não podemos esquecer que foi essa mesma gestão que deu continuidade a manutenção do uso de professores temporários (monitores) e que posterga a realização de concurso público para professor.

Adriano Soares foi um técnico, não um especialista na educação, indicado pelo senador Benedito de Lira (PP). Sua gestão representou as diretrizes do PSDB para a educação com uma política de sucateamento, tanto para os professores, quanto para seus alunos, que não tem acesso às condições básicas de ensino. O estado ocupa os piores números no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), tendo regredido mais ainda nos últimos 07 anos de governo Téo Vilela (PSDB). Além de possuir uma das maiores carências de professores efetivos na rede: faltam cerca de 04 mil docentes no ensino básico, que muitas vezes são substituídos pelos não efetivos, que praticamente não possuem direitos trabalhistas e de organização sindical.

Este é um governo terrível, com uma política pavorosa para a educação, o que agrava a situação das principais vítimas da violência em Alagoas: os jovens negros da periferia, os mesmo que deveriam estar na escola. O legado do PSDB e de Adriano Soares é manchado pelo sangue da juventude negra que é exterminada nos morros, quebradas e vielas de Alagoas.

POR OUTRA POLÍTICA PARA A EDUCAÇÃO ESTADUAL

Nós, do PSTU/AL, acreditamos que a demissão de Adriano Soares foi um grande avanço para os trabalhadores em educação, além de ter sido fruto de um desgaste de sua gestão. Porém, compreendemos que o ex-secretário representava algo maior, que é o atual governo do estado, que através de Adriano, continua representando o que há de mais retrógado no trato com educação e serviços públicos.

Continuaremos a lutar pelo cumprimento na íntegra do Piso Salarial Nacional, concurso público imediato para a educação básica e por um PCCS que seja sensível às necessidades dos professores efetivos em Alagoas. Além de defender 10% do PIB já para a educação pública, como política de financiamento.

Nenhuma saudade daqueles que não nos representam como trabalhadores e atacam suas organizações.


Nenhum comentário:

Postar um comentário