Todos os LGBTs às ruas no dia 30 de agosto

Por Diogo Dutra, do PSTU/AL.

É inegável que vivemos hoje uma situação política completamente diferente da vivida há poucos anos atrás. Os jovens e trabalhadores brasileiros estão aprendendo que é possível lutar e é possível vencer. A luta dos LGBTs também segue o mesmo caminho. Depois de anos de batalha, conseguimos que o casamento homoafetivo fosse aprovado. Durante as lutas de junho, o projeto de cura gay foi arquivado. A luta pelo #Fora Feliciano levou milhares de LGBTs às ruas por todo país. Precisamos continuar nas ruas e obter ainda mais conquistas!
 

Temos que travar uma batalha sem tréguas pela criminalização da homofobia. O Brasil é o país que mais mata LGBT no mundo todo.  Concentramos 44% dos assassinatos de LGBTs registrados em todo o planeta. Nos últimos anos, as mortes de LGBTs aumentaram mais de 300%. Um verdadeiro genocídio.

O PLC-122 é um Projeto de Lei que torna crime a homofobia e a transfobia, equiparando esses crimes ao racismo e dando o mesmo tratamento jurídico. Devemos reivindicar sua aprovação imediata, com o texto original, sem alterações que tornem o projeto letra morta.

 

É preciso também dar um impulso na luta pela conquista de direitos. A união civil homossexual foi um passo muito importante, e temos que continuar na luta pela igualdade de direitos para lésbicas, gays, travestis e transexuais. As travestis e transexuais hoje não tem direito nem sequer ao seu próprio nome, são completamente excluídas do sistema educacional, do sistema de saúde e muitas acabam tendo como destino a prostituição. A luta pela cidadania das travestis e transexuais é urgente.

Nós do PSTU acreditamos que a luta dos LGBTs deve estar ligada à luta dos trabalhadores, pois os patrões utilizam da homofobia/transfobia para aumentar seus lucros, pagando salários mais baixos, em postos de trabalho precarizados ou ainda no trabalho informal.


É verdade que há muita homofobia no movimento dos trabalhadores, mas a unificação das lutas vem mostrando ao movimento sindical a necessidade de defender as pautas LGBTs. O maior exemplo disso foi I Encontro LGBT da CSP-Conlutas, quando, pela primeira vez na história do país, uma central sindical realizou um encontro para que trabalhadores LGBTs pudessem ter um espaço para discutir a pauta e votar um programa.


Temos que sair às ruas também em solidariedade aos LGBTs russos. Depois que a lei anti gay foi aprovada neste país, ocorre uma verdadeira caça às bruxas. Torturas, agressões e espancamentos acontecem em locais públicos, à luz do dia, e estes crimes ainda são divulgados nas redes sociais pelos agressores sem qualquer intervenção do Estado.


30 de agosto será um grande dia nacional de paralisações e mobilizações. O movimento sindical, estudantil, popular, os movimentos feministas, de negras e negros e o movimento LGBT estarão unidos na rua, lutando por suas reivindicações. 30 de Agosto será também um dia de luta contra a homofobia!

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