30 de agosto: Como foi o Dia Nacional de Paralisações em Alagoas?

Em Alagoas, o 30 de agosto amanheceu com a maior paralisação já feita no Polo Industrial José Aprígio Vilela Filho, de Marechal Deodoro. Organizados pelo Sindipetro AL/SE, mais de mil operários suspenderam suas atividades no Dia Nacional de Paralisações. A manifestação iniciou-se na Braskem, mas, logo, propagou-se para as outras vinte fábricas. Os trabalhadores bloquearam a AL 101, interditando a entrada do Polo. Eles manifestaram-se contra os ataques feitos pelos governos de Dilma, Teo Vilela e Rui Palmeira, a seus direitos. E exigem, entre outras pautas, segurança no trabalho, a retirada do fator previdenciário e do PL 4330. Também participaram da paralisação a CSP-Conlutas, a ANEL e o PSTU. 



Ainda em Marechal Deodoro, cerca de trinta trabalhadores ambulantes bloquearam a AL 101/Sul. O ato foi contra a restrição de suas atividades, imposta pela Prefeitura. Com a construção do Hotel Ponta Verde na Praia do Francês, os ambulantes terão que ser cadastrados e limitar suas vendas a uma área específica. Por conta deste ato, os trabalhadores ambulantes foram recebidos pelo Secretario de Finanças de Marechal Deodoro e pelo Chefe de Gabinete da prefeitura; na reunião os representantes da prefeitura afirmaram que colocarão banheiros químicos na região da Praia do Francês (o que já foi realizado); além de marcarem reunião dos ambulantes com a prefeitura e a direção dos hotéis pra resolverem a questão das ameaças sofridas pelos trabalhadores. A CSP-Conlutas e o PSTU estavam na manifestação, posicionando-se contra a privatização de espaços públicos.

A paralisação também aconteceu na Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Os técnicos administrativos também paralisaram suas atividades. A categoria protestou contra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, pela não privatização do Hospital Universitário. 

Pela tarde, cerca de 300 pessoas se reuniram no ato que fechou o 30 de agosto em Alagoas. Na ocasião, as falas lembravam a todo o momento da importância de organização dos trabalhadores e dos setores mais oprimidos da nossa sociedade, como os LGBTs. Um dos pontos mais destacados foi como é importante estar contra a PL 4330, que pretende regulamentar a terceirização. "Os trabalhadores terceirizados são o elo mais fraco, são eles que mais sofrem os abusos dos patrões. A terceirização aumenta o lucro dos patrões", afirmou Paulo Bob, presidente estadual do PSTU/AL.

A coluna antigovernista, que teve a participação da CSP-Conlutas, da ANEL, do Movimento Mulheres em Luta (MML), do PSTU e de sindicatos, agitou palavras contra os governos municipal (PSDB), estadual (PSDB) e federal (PT). "Estamos aqui para gritar que somos contra todos os ataques que estes governos fazem aos trabalhadores. Este 30 de agosto é a prova de que precisamos e de que sempre estaremos na luta", destacou Lyllia Rojas, da CSP-Conlutas/AL.


Confira mais fotos do 30A no facebook do PSTU/AL: http://goo.gl/mfAkcA

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