Em defesa do SUS - Por melhores condições de trabalho e atendimento

Nesta sexta-feira (13), o PSTU/AL vai debater a questão da saúde no Brasil. Será às 19 horas, na sede do partido, Rua 13 de Maio, nº 75, Poço.


O caos na saúde pública em Alagoas reflete o panorama nacional: sucateamento de unidades básicas de saúde, cobertura insuficiente do Programa de Saúde da Família e hospitais superlotados. As unidades de PSF atendem pouco mais de 60% da população brasileira e em Maceió menos de 30% das famílias tem acesso ao programa - a capital com MENOR COBERTURA DO PAÍS. Em Alagoas, o HGE é uma ferida aberta e melhor mostra da situação caótica em que ora estagnamos.

Ao engodo da propaganda do governo federal e estadual - onde a saúde vai muito bem - soma-se a  precarização das relações de trabalho, não realização de  concursos públicos, funcionários terceirizados sem estabilidade e  reféns do salário, pressionados para não se mobilizar, não  denunciar e aceitar tacitamente a realidade de uma rotina de trabalho frustrante. O achatamento salarial afasta profissionais para fora do estado e dificulta a fixação de profissionais em municípios distantes dos centros urbanos.

A precarização da estrutura inviabiliza o trabalho em saúde, flagela a população carente e culpabiliza o profissional da saúde como o responsável pela falta de compromisso do estado em garantir assistência médica e ações preventivas realmente efetivas.

É preciso unidade na luta e mobilização constante

Apesar de ser uma das principais demandas da sociedade e aglomerar diversos profissionais profundamente explorados, as organizações sindicais que representam os trabalhadores da saúde não tem respondido a altura das lutas que a realidade tem colocado.

As jornadas de Junho e Julho, assim como os atos e ocupações de Agosto, mostraram o poder da mobilização social, provaram que é possível mudar e enfrentar os governos e empresários.  Assim como os jovens derrubaram os aumentos de passagem, nos trabalhos também podemos conquistar melhores condições de trabalho e atendimento.

Nesse sentido, é necessária uma articulação entre os diversos setores de atuação na saúde, profissionais e usuários, mas também é de suma importância que nossas representações tomem uma atitude crítica e efetiva em defesa dos trabalhadores.

Os Sindicatos são ferramentas importantíssimas na luta dos trabalhadores tem obrigação de defender os direitos de suas bases. É necessário exigir que os sindicatos enfrentem e lutem contra a política privatista do PSDB de Téo Vilela e Rui Palmeira, mas também que rompam com o governo Dilma, que para pagar os grandes bancos e isentar as empresas, tem cortado verbas que deveriam ir para os serviços públicos.

Defender o SUS nas ruas

Acreditamos que a única forma de garantir uma saúde de qualidade, é investindo no sistema público de saúde.  Apenas com profissionais em boas condições de trabalho, salários adequados, investimento em formação e em estrutura física, é possível mudar a situação de saúde existente hoje no Brasil e em Alagoas.

Fazemos um chamado aos diversos profissionais que atuam na saúde em nosso estado, para debater e construir junto conosco a luta por um SUS 100% público e de qualidade, com garantia de atendimento e condições dignas de trabalho para todos os trabalhadores da saúde.


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