Para onde vai a educação pública em Alagoas?

Na última terça-feira (03), foram divulgados novos dados sobre a educação em Alagoas. O que os professores já sentem na pele durante a rotina de trabalho em sala de aula, foi constatado através de dados do Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (Pisa, na sigla em inglês).

Segundo a pesquisa, os estudantes alagoanos de 15 anos ficaram em último lugar do Brasil em matemática, com 342 pontos, leitura - 355 e ciências - 346, alcançando uma média de 347,7637. Espírito Santo, que encabeça a lista brasileira, teve 423,248 pontos de média. Nesse sentido, Alagoas ficou com o pior resultado em qualidade da educação. Caso fosse um país, Alagoas seria o mais problemático na área, pois vem acumulando índices extremamente negativos. Um exemplo é a taxa mais alta de analfabetismo, que gira em torno de 21,8%, conforme os dados do PNAD.

TÉO VILELA E O DESMONTE DA EDUCAÇÃO ESTADUAL

Sabemos que esse dado é reflexo da situação geral em que se encontra a educação no Brasil. Grande parte dos estudantes, em especial do ensino público, possui dificuldade em adquirir conhecimentos básicos, que vão desde as quatro operações matemáticas até a compreensão básica de História e Geografia. Um outro problema é na interpretação de textos simples, e de elaboração da escrita.

No entanto, a condição é alarmante em Alagoas, onde a educação estadual está em uma situação calamitosa, graças ao descaso do Governo de Téo Vilela (PSDB). Enquanto este governo gasta mais de 10 milhões em empresas de buffet, e é marcado por escândalos constantes de super salários na Assembleia Legislativas, 80% dos jovens estão fora da sala de aula.

Segundo a gerente de Ensino Fundamental da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (SEE), Ana Márcia Cardoso Ferraz, o desempenho negativo dos estudantes alagoanos é justificado pela distorção de escolaridade – formada por estudantes de 15 anos que deveriam estar no 9º ano do ensino fundamental, mas estão geralmente no sexto. Mas o que explica esta distorção?

O que a Secretaria e o PSDB não falam é que a real causa desse problema é a falta de investimento e valorização dos professores e trabalhadores da educação. Como é possível uma educação de qualidade com a estrutura precarizada das escolas públicas? Sem falar nos professores (muitas vezes temporários, os “monitores”) que são alvos constantes de desvalorização por parte do atual governo. A educação estadual tem um problema que é muito claro para os que a vivenciam no dia-a-dia: o problema da falta de financiamento, o descaso e o constante sucateamento.

Recentemente, após reivindicações e exigências dos trabalhadores da educação, o Governo de Alagoas abriu concurso para professor e secretário escolar. Mesmo que o número de vagas abertos no concurso não resolvam o problema da educação, foi uma vitória parcial da categoria. Devemos continuar nas lutas, denunciando a política de desvalorização da educação pública do PSDB e dos usineiros.

EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA DE ALAGOAS! POR MAIS INVESTIMENTOS EM EDUCAÇÃO!

Nós, do PSTU/AL, repudiamos o trato do governo dos usineiros com a educação, pois sabemos que esta situação é consequência direta do que o PSDB, partido de Téo Vilela e do prefeito Rui Palmeira, tem a oferecer: mais descaso e menos investimento.

É preciso concurso público para preenchimento imediato das mais de 3,5 mil vagas de professores, além das vagas dos demais trabalhadores da educação. Porém, também exigimos que o Governo Dilma destine 10% do PIB para a educação pública já, pois só assim conseguiremos preparar as condições para um ensino público e de qualidade.

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