Cresce o número de mulheres vítimas da violência doméstica em AL

Neste último domingo (16), o portal G1 Alagoas divulgou uma reportagem onde traz a informação de que é cada vez mais crescente o número de mulheres mortas vítimas da violência doméstica em Alagoas.

De acordo com a reportagem, o ano de 2013 foi o mais violento para as mulheres nos últimos cinco anos. 133 mulheres foram mortas pelo companheiro, dois homicídios a mais que o do ano anterior. E ainda, de janeiro a dezembro do ano passado, as três Delegacias de Defesa da Mulher em Alagoas, sendo duas na capital Maceió e uma em Arapiraca, registraram ao todo mais de 6 mil ocorrências delituosas, dentre elas: lesão corporal, ameaça, tentativa de homicídio e sequestro.

Uma pesquisa elaborada a partir de dados fornecidos pelos órgãos públicos de Alagoas divulga que a maioria das vítimas da violência é solteira, com idade entre 30 e 40 anos. E, boa parte trabalha como empregada doméstica.

O governo da primeira presidenta mulher deste país não tem significado uma mudança qualitativa nas condições de vida das mulheres, principalmente das mulheres trabalhadoras. Além da odiosa violência machista, a desigualdade salarial de gênero persiste, assim como a falta crônica de creches.

A falta de investimento público e o orçamento extremamente limitado são, sem dúvida, o principal obstáculo para a implementação da Lei Maria da Penha que, sem recursos para sua aplicação e ampliação, fica só no papel.

A discriminação de gênero é um grave problema social que atinge o setor que representa nada menos que 50% da classe trabalhadora desse país. Ou seja, não é uma questão apenas das mulheres, mas de todas as organizações de classe. Nessa sociedade em que vivemos, o machismo funciona para dividir e enfraquecer a classe trabalhadora. O combate a ele, portanto, é tarefa de todos.

Em um sistema em que não há instrumentos para que as mulheres sejam protegidas contra a violência, elas têm de se auto-organizar contra o machismo. Os sindicatos, os movimentos populares e o movimento de mulheres classistas podem ser um apoio importante nessa luta.

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