Dilma, chega de roubalheira e privatização. Queremos uma Petrobras 100% estatal sob controle dos trabalhadores!


Jaison Xanchão – PSTU ALAGOAS

Domingo, 21 de dezembro de 2014, veio à tona mais um capítulo do escândalo de corrupção na Petrobras. A ex-gerente Venina Velosa da Fonseca, em entrevista ao Fantástico, disse que informou pessoalmente à presidente da empresa, Graça Foster, sobre irregularidades em contratos de diversos setores da companhia, quando a executiva era diretora de Gás e Energia. Nos 20 minutos de entrevista concedida por Veninha o tema da corrupção foi o centro e ela finaliza a entrevista dizendo: “Eu tenho medo? Tenho medo. Mas eu não vou parar. Eu espero que os empregados da Petrobras, porque eu tenho certeza que não foi só eu que presenciei, eu espero que os empregados da Petrobras criem coragem e comecem a reagir”.
Para início de debate é importante lembrar que sete das empresas envolvidas na Operação Lava Jato foram financiadoras das campanhas eleitorais tanto de Aécio como de Dilma. Ao todo os dois candidatos que foram ao segundo turno receberam R$ 109 milhões, sendo R$ 68,5 milhões para Dilma e R$ 40,2 milhões para o candidato tucano Aécio Neves. Isso mostra a farra das empreiteiras que gozam de privilégios por terem sido as principais financiadoras das campanhas do Senador tucano e da Presidente Dilma, evidenciando mais uma vez quem se privilegia com os governos do PSDB e também do PT.
O atual escândalo da Petrobras, exposto pela Operação Lava Jato, tem como centro de sua existência o processo de privatização e desiventimento que a Estatal vem sofrendo. Averiguar e punir exemplarmente cada envolvido nesse escandalo é necessario e fundamental. Mas acima de tudo é urgente a defesa de uma Petrobras 100% Estatal sob controle dos trabalhadores. E o que isso significa?
Contra a má gestão só o controle dos trabalhadores!
A corrupção é inerente ao capitalismo. A disputa do mercado e os investimentos privados por parte do grande capital incentivam a corrupção que só servem a manutenção dos lucro dos ricos e poderosos. Muitos dos diretores e parlamentares envolvidos no caso são fruto desse problema, mas também da falta de uma política de controle dos cargos de gerencia por parte dos trabalhadores.
Mais do que nunca se torna necessário que os trabalhadores, aqueles que produzem as riquezas desse patrimônio nacional, controlem a empresa indicando e podendo ser indicado para os cargos na diretoria, com seus mandatos revogáveis e sob controle de todos os trabalhadores que constroem o cotidiano da empresa. Só a democracia e o controle por parte dos trabalhadores poderá acabar com a farra dos corruptos e dos grandes capitalistas na Petrobrás.
Corrupção e um debate estratégico
A mídia, a direita e o governo do PT tentam passar a imagem que há apenas dois lados nesse debate. De um lado a direita que busca a intensificação do processo de privatização da Petrobrás e do outro o governo que quer se blindar de críticas ao exaltar o combate a corrupção e a defesa da estatal. Essa visão antagônica não existe. Na verdade ambos os lados, cada uma a sua forma, servem ao mesmo interesse. A direita quando quer a privatização de forma clássica e completa e o governo quando faz “concessões” a iniciativa privada, como a entrega do pré sal no Leilão do campo de Libra e também quando mantém áreas privatizadas com contratação terceirizada.
A direita e alguns setores bradam que o problema é que a Petrobras é ainda uma empresa estatal, que sua entrega tem que ser definitiva para que as relações de mercado a coloquem nos trilhos da modernização e eficiência do grande capital. A privatização, ao contrário, só causa ineficiência nos serviços. Um exemplo emblemático é a dos planos de saúde e as empresas de telecomunicações que são as campeãs em reclamações no PROCON.
O PSDB e seus aliados não podem falar de corrupção ou de defesa das riquezas nacionais quando foram eles que entregaram a Vale do Rio Doce na década de 90 e estão metidos até o pescoço no escândalos de corrupção do metrô paulista. A corrupção é causada justamente pelas relações de mercado e interesses que as empreiteiras impõe a estatal com o uso das partes já privatizadas.
Defender a Petrobras é um dever de todos
Defender a Petrobras é um dever de todos. Só uma Petrobras 100% Estatal sob controle dos trabalhadores é capaz de diminuir drasticamente o preço da gasolina e do gás de cozinha e garantir parte da soberania nacional. É fundamental uma forte contra campanha de defesa que enfrente a direita e a falsa defesa da estatal por parte do governo petista e seus aliados como a CUT e FUP (Federação Única dos Petroleiros).
É preciso expulsar todos os ladrões das riquezas nacionais e fazer com que os trabalhadores controlem esse património democraticamente com representações reconhecida por aqueles que a faz funcionar. Para isso é necessário um programa que garanta uma Petrobras 100% estatal sob controle dos trabalhadores, anulação do leilão de Libras, fim da privatizações, Confisco dos bens dos corruptores e corruptores, estatização das empreiteiras envolvida nos casos de corrupção e monopólio estatal do petróleo.

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