Dia Nacional de Paralisação, em Maceió, contra o ajuste fiscal e a terceirização


Diante do ajuste fiscal, do Projeto de Lei da terceirização (PL 4330) e das Medidas Provisórias 664 e 665, movimentos sociais organizaram um Dia Nacional de Paralisação (29/05). A ação foi contra a retirada de direitos feita pelo governo do PT e pelo Congresso Nacional.

Paralisação na Braskem

Em Maceió, o dia 29 de maio começou na Braskem. Os trabalhadores paralisaram as atividades da fábrica e interromperam o tráfego nas Avenidas da Paz e Assis Chateaubriand.  Além de reivindicar a pauta nacional, os manifestantes cobraram segurança no trabalho. “A Braskem tem uma política de redução de gastos que sucateia a empresa e aumenta os acidentes de trabalho. Lutar contra isso está ligado à luta contra as MPs 664 e 665 e contra o PL das terceirizações. Essas leis só vão precarizar ainda mais nossas condições de trabalho e diminuir nossos direitos. Se a gente sofre um acidente de trabalho vai ser mais difícil que nossas esposas recebam pensão, por exemplo”, explicou Paulo Bob, do PSTU. O piquete foi organizado pelo sindicato dos petroleiros (Sindipetro/AL-SE), pela CSP-Conlutas e pelo PSTU.

Ato no centro

Ainda pela manhã, foi realizado um ato do funcionalismo público federal no centro de Maceió.  Técnicos e professores da Ufal, em atividade do calendário da greve universitária, trabalhadores do judiciário e estudantes fizeram uma panfletagem, com o apoio do Sindicato dos Servidores do Judiciário (Sindjus/AL), do Comando de Greve dos Técnicos da Ufal, da CSP-Conlutas, da Resistência Popular e do PSTU. “A greve da Ufal e o Dia Nacional de Lutas são para deixar claro que não admitimos o ajuste fiscal feito pelo governo Dilma. Esse ajuste significa uma redução de 9,5 bilhões só no orçamento da educação. Significa piorar ainda mais as nossas condições de trabalho, a terceirização, o ensino público e as políticas de permanência estudantil”, afirmou Davi Fonseca, do Comando de Greve.

           Paulo Falcão, da executiva da CSP-Conlutas/AL e do Sindjus/AL, destacou a importância da unidade entre as categorias. “Estamos enfrentando um corte de 70 bilhões de reais no orçamento, a classe trabalhadora tem que se unir e organizar mobilizações em todas as categorias, em todo o país”. Os trabalhadores do Judiciário farão uma paralisação de 48 horas nos dias 2 e 3 de junho, com concentração em frente ao prédio das Varas do Trabalho, a partir das 8 horas. A manifestação é pela recomposição das perdas salariais através da aprovação dos PLCs 28/2015 (Judiciário) e 41/2015 (MPU).


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