Repressão policial na Marcha da Maconha de Maceió




A Marcha da Maconha de Maceió terminou com violenta repressão da polícia militar no início da noite de hoje (31/05). Os manifestantes finalizavam o ato pacífico com apresentações culturais, no Posto 7, quando PMs iniciaram as agressões. Em pouco tempo, reforços do BOPE chegaram. Cerca de cem policiais atacaram os mil e trezentos participantes da marcha com balas de borracha, cassetetes, spray de pimenta e bombas de efeito moral. A violência foi imensa e covarde.

Foram detidas nove pessoas sob a acusação de apologia às drogas e desacato à autoridade. Até agora, 23h30, só foi liberado o menor de idade. Felipe Oliveira, militante do PSTU; Thatiane Nicácio, militante do Movimento Mudança que foi brutalmente agredida; Lucas Almeida, estudante de Ciências Sociais da Ufal; Wendel Fischer, professor de Ciências Sociais da Ufal; Lorena, professora de Ciências Políticas; Jonas Cavalcante, advogado e integrante da Comissão de Direitos Humanos da OAB; e outras duas pessoas continuam na Delegacia Geral da Polícia Civil, em Jacarecica, prestando depoimentos.  

O objetivo da PM, do governador Renan Filho (PMDB), e de seu Secretário de Defesa Social e Ressocialização, Alfredo Gaspar de Mendonça era acabar com a manifestação sem nenhum diálogo com os movimentos sociais presentes; prendendo professores, advogados e estudantes. Em duas semanas, já é o segundo caso em que a PM prende um advogado membro da Comissão dos Direitos Humanos da OAB.

A ação truculenta da PM e a criminalização dos movimentos sociais têm sido a política para segurança pública do governo Renan Filho (PMDB). No início do ano, estudantes secundaristas foram agredidos pela polícia em outra manifestação pacífica; esta por melhores condições de ensino no CEPA.  

Não à criminalização dos movimentos sociais! Pela desmilitarização da PM!

Todo apoio aos manifestantes! 

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