A plenária da esquerda alagoana e a construção de uma alternativa dos trabalhadores

A esquerda alagoana se uniu na última quinta-feira (03/09). Debatemos a necessidade de uma alternativa dos trabalhadores e da juventude, diante da crise econômica e dos cortes nos serviços públicos feitos pelo PT e pela oposição de direita. Um passo importante para a construção da nossa alternativa é a Marcha Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras.  Essa manifestação será realizada no dia 18 de setembro, em São Paulo. Para aprofundar essas questões, faremos uma nova plenária, ainda mais ampla, no dia 12/09, às 9h, na sede do Sindipetro/AL.

Sentimos a recessão do país e o ajuste fiscal do Governo Dilma no nosso cotidiano. “As contas de água e de energia estão muito caras. Isso reflete a situação de crise econômica. O governo faz escolhas. Escolhe não aumentar os impostos dos bancos e, sim, cortar nossos direitos. Escolhe jogar nos trabalhadores os resultados da crise”, falou Hitallo Viana, do PSTU.

Essa diminuição de direitos atinge principalmente os setores mais explorados e oprimidos da sociedade.  “As mulheres negras e pobres sofrem mais com os cortes. As medidas provisórias 664 e 665 nos afetam mais. Somos 82% das beneficiárias pela pensão por morte. Somos quem mais ocupa os postos de trabalho com maior rotatividade e quem mais precisa do seguro-desemprego”, explicou Elita Morais, do Movimento Mulheres em Luta (MML). 


Outo setor que sofre com o ajuste fiscal é a juventude. Mais R$ 11 bilhões foram cortados do orçamento da educação, precarizando ainda mais as universidades. Esses cortes são feitos principalmente nos programas de assistência estudantil e inviabilizam a permanência dos estudantes pobres e negros, bolsistas e cotistas. “Para lutar contra o ajuste fiscal e por uma alternativa, temos que estar ao lado dos trabalhadores, temos que construir uma unidade com os trabalhadores”, ressaltou Hammel Phillipe.

A crise econômica é acompanhada por uma crise política do Governo Dilma. Fabiano Duarte, do PCB, lembrou que “O principal golpe que está sendo orquestrado é contra os trabalhadores. A Agenda Brasil, que traz a possibilidade de cobrança do SUS, é um absurdo. Não reconhecemos o dia 16¹ ou o dia 20¹. Temos que mostrar a via alternativa dos trabalhadores”.



Nessa conjuntura política e econômica, nós, trabalhadores, estamos nos manifestando através de greves significativas. “As lutas de várias categorias operárias, as lutas do funcionalismo público, as lutas em solidariedade à greve de outros setores formam uma conjuntura específica. Temos que nos propor a organizar essas lutas” destacou Davi Fonseca, da CSP-Conlutas. Artur Bispo, do Espaço Socialista, salientou a necessidade de construirmos uma greve geral.

Participaram da plenária da quinta-feira (03/09) representantes do PSTU, da CSP-Conlutas, do Sindipetro/AL-SE, do Sindjus/AL, do Sincoal, do MML, da Anel, do Espaço Socialista, do PCB, da Oposição ao Sindicato dos Rodoviários de Alagoas, da Associação dos Moradores da Santa Amélia, e ativistas não organizados. Se você tem interesse em construir uma alternativa dos trabalhadores e da juventude, participe da próxima Plenária da Esquerda em Alagoas. 


¹ No dia 16 de agosto foram realizadas manifestações contra o governo Dilma e pelo impeachment da presidente. Os atos foram organizados pelo PSDB e por outros partidos, além de grupos liberais como o Movimento Brasil Livre e de extrema-direita, como o Revoltados On Line
² No dia 20 de agosto foram realizadas manifestações em defesa do governo Dilma. Os atos foram organizados pelo PT, CUT, MST, CTB, UNE, PSOL e MTST.


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